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DER SPIEGEL – "Portanto, se necessário, o exército português fará fogo sobre portugueses brancos?"

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“SE NECESSÁRIO ATIRAR SOBRE OS COLONOS BRANCOS” in DER SPIEGEL Nº 34/1974 ----- DER SPIEGEL – Portanto, se necessário, o exército português fará fogo sobre portugueses brancos? Mário Soares – Ele (o exército português, em Angola,) não hesitará e não pode hesitar. O exército já mostrou que tem mão forte e quer manter a ordem a todo o custo. in DER SPIEGEL Nº 34/1974 Entrevista a Mário Soares, Ministro dos Negócios Estrangeiros, sobre a descolonização em África ----- Entrevista de Mário Soares dada ao DER SPIEGEL publicada na edição nº 34/1974, de 19 de agosto de 1974, pouco menos de quatro meses após o 25 de Abril. in [https://www.macua1.org/documentos/MarioSoaresDerSpiegel1974.htm] [r.2025.11.15 - #porMdQ], #AtirarSobreOsColonos #OsÚltimos50AnosDaMinhaVida in [https://osultimos50anosdaminhavida.blogspot.com/] [https://osultimos50anosdaminhavida.blogspot.com/2025/11/se-necessario-atirar-sobre-os-colonos.html] [https://www.facebook.com/OsUltimos50AnosdaMinhaVida] (c) 2025 Edua...

"Ele (o exército português, em Angola,) não hesitará e não pode hesitar."

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  “SE NECESSÁRIO ATIRAR SOBRE OS COLONOS BRANCOS” in DER SPIEGEL Nº 34/1974 ----- DER SPIEGEL – Portanto, se necessário, o exército português fará fogo sobre portugueses brancos? Mário Soares –  Ele (o exército português, em Angola,) não hesitará e não pode hesitar. O exército já mostrou que tem mão forte e quer manter a ordem a todo o custo. in DER SPIEGEL Nº 34/1974 Entrevista a Mário Soares, Ministro dos Negócios Estrangeiros, sobre a descolonização em África --- (...) SP – E em Angola? MS – Ali ainda não há muitos que abandonaram o País. Ali generaliza-se entre os brancos uma atitude perigosa. Precisamos de convencer os brancos, no seu próprio interesse, que fiquem, mas já não como patrões, como até agora. SP – Apesar disso Portugal tem de contar com o regresso de muitos. Como irão resolver o caso? MS – Isto é para nós um problema económico muito sério, pois não é apenas o regresso dos colonos brancos mas também os soldados – cerca de 150.000 a 200.000 homens q...

“SE NECESSÁRIO ATIRAR SOBRE OS COLONOS BRANCOS”

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“SE NECESSÁRIO ATIRAR SOBRE OS COLONOS BRANCOS” in DER SPIEGEL Nº 34/1974 ----- DER SPIEGEL – Portanto, se necessário, o exército português fará fogo sobre portugueses brancos? Mário Soares – Ele não hesitará e não pode hesitar. O exército já mostrou que tem mão forte e quer manter a ordem a todo o custo. in DER SPIEGEL Nº 34/1974 Entrevista a Mário Soares, Ministro dos Negócios Estrangeiros, sobre a descolonização em África ----- (...) SP – E em Angola? MS – Ali ainda não há muitos que abandonaram o País. Ali generaliza-se entre os brancos uma atitude perigosa. Precisamos de convencer os brancos, no seu próprio interesse, que fiquem, mas já não como patrões, como até agora. SP – Apesar disso Portugal tem de contar com o regresso de muitos. Como irão resolver o caso? MS – Isto é para nós um problema económico muito sério, pois não é apenas o regresso dos colonos brancos mas também os soldados – cerca de 150.000 a 200.000 homens que regressam duma assentada. Acrescem ainda os ...

Poucas "histórias e Histórias" há publicadas pelos que... fecharam a porta... das guerras de África.

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«Guiné 63/74 - P5667: Da Suécia com saudade (19): Intervenção do Capitão Azevedo Martins, delegado do MFA de Angola à Assembleia de Tancos (José Belo) 1. Mensagem de José Belo (ex-Alf Mil Inf da CCAÇ 2381, Ingoré, Buba, Aldeia Formosa, Mampatá e Empada, 1968/70, actualmente Cap Inf Ref), com data de 17 de Janeiro de 2010: Caros Camaradas e Amigos. Em comentário, quanto a mim, pertinente, Carlos Vinhal salienta o facto de poucas "histórias e Histórias" haver publicadas pelos que... fecharam a porta... das guerras de África. Em complemento ao meu poste sobre a descolonização, e a propósito do referido, aqui segue a intervenção do delegado do M.F.A de Angola (Capitão Azevedo Martins) à Assembleia dos Delegados do Exército que ficou conhecida como a Assembleia de Tancos (2 de Setembro de 1975). "Estão presentemente sediados em Nova Lisboa um Comando de Agrupamento, um Batalhão de Cavalaria e um Batalhão de Infantaria. Não existe sequer uma arma pesada, e dos dois Batalhões, ...

"Batalhão do pé descalço" [em Memória de Bruno Miguel] III [segundo Samuel Chiwale]

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  CRUZEI-ME COM A HISTÓRIA, José Samuel Chiwale, Sextante Editora, Lisboa, 2008  em Memória de Bruno Miguel « TEXTO DE SAMUEL CHIWALE, O COMANDANTE RESPONSÁVEL PELO ASSALTO DA UNITA AO BART 6221/74 NA SUA BIOGRAFIA PUBLICADA EM 2008 » «José Samuel Chiwale, o comandante responsável pelo assalto da UNITA ao BART 6221/74, nas viagens (auto e comboio) entre Luso e Nova Lisboa, escreveu a sua biografia – CRUZEI-ME COM A HISTÓRIA –, que foi publicada pela editora portuguesa Sextante em 2008. Li o livro do Chiwale (que é agora um “senhor” deputado da UNITA no “parlamento” angolano) e como, no Capítulo 5, começando por evocar os combates no Luso da UNITA contra o MPLA [ou vice-versa], o homem relata de seguida os acontecimentos relacionados com esse assalto ao nosso comboio (sem considerar nunca que se tratou de um assalto...), é interessante compararmos o que ele escreveu, com o Relatório do Comandante do BART 6221/74, que já aqui publicámos. Isto porque, lidos os dois relatos, parec...

A PONTE AÉREA (e o seu complemento, A PONTE MARÍTIMA)

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« A PONTE AÉREA (e o seu complemento, A PONTE MARÍTIMA) por António Gonçalves Ribeiro Entrevista com a jornalista do «Público», Rita Neves Costa, em 30 de outubro de 2017, antecedida do preenchimento de um questionário RESPOSTAS AO QUESTIONÁRIO NOTA PRÉVIA: PORQUÊ E O QUE FOI A PONTE AÉREA No mês de Julho de 1975, a TAP/Transportes Aéreos Portugueses atingira o limite máximo da capacidade de transporte de passageiros a partir de Angola, muito aquém da procura angustiada que crescia imparável e se manteria em crescendo até 11 de Novembro de 1975, dia da Independência. Em situação de emergência, a Ponte Aérea foi a via encontrada para garantir ligações aéreas entre Angola e Portugal à medida do desespero de milhares e milhares de portugueses que, muito especialmente após a eclosão da guerra civil, ansiavam por abandonar o território. 1. Na tarde de 9 de Julho de 1975, teve início a «batalha de Luanda». A fuzilaria irrompeu infernal, acompanhada do estrondear de granadas numa luta sem qua...