Chegada de retornados ao Aeroporto de Lisboa em 1975 - 002 | COMENTÁRIOS
COMENTÉRIOS à publicação Chegada de retornados ao Aeroporto de Lisboa em 1975, publicação retirada de [https://www.instagram.com/p/DJY-AjPsH26/]
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«Meus avós e meu pai e meus tios fizeram parte desse capítulo da história. A minha avó nasceu em Angola, meu pai e meus tios também. Só o meu avô nasceu em Portugal mas foi pequeno para Angola.»
por Ricardo Jorge Brito - [https://www.instagram.com/ricardo_jorge_brito/], 8.5.2025
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«Agradecer à esquerda e aos comunas pelo que fizeram! Da forma como fizeram a descolonização, e aos comunas de como andavam por trás a minar o regime e a fazer acordos com a união soviética para alimentar a guerra nas ex-colónias!»
por Tiago Aguiar - [https://www.instagram.com/tiago.aguiar90/], 9.5.2025
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«A chamada descolonização exemplar! Não fui obrigada a fugir das colónias e vivia paredes meias com um dos escritórios do IARN. Pude assistir à aflição das pessoas em fila à noite a aguardar vez para a senha do dia seguinte. Foram muito maltratados, sim! A meu ver, a única atenuante é que, em 75, a grossa maioria dos portugueses estava muito aflita e insegura com o estado do país - despedimentos, nacionalizações, ordens de prisão “porque sim”, muitos a abandonarem o país...
Quem se lembra de um grafiti dos anarcas (que desenhavam um círculo à roda dos A) no aeroporto onde se lia “o último a sair que apague a luz”?»
por Rita Moser Salgado Gilman - [https://www.instagram.com/ritamsg/], 9.5.2025
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«Os meus avós perderam tudo. Eles não tinham feito nenhum mal, nunca tiveram nenhum criado. Apenas foram para Moçambique porque lá conseguiam ter uma melhor vida. No ano de 1941 chegaram, e perderam tudo em 1974.»
por André Antunes - [https://www.instagram.com/luso_pictures/], 8.5.2025
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«Eu, minha mãe e mais dois irmãos estivemos nessa situação. Setembro de 1975. Foi triste, sim. Simplesmente com a roupa que trazíamos. O meu pai ficou para sempre. Foi uma independência muito mal feita, havia lugar para todos. E não teria havido tanta fome e mortes. Mas houve uns "chamados heróis" que nos abandonaram.»
por São Banrezes - [https://www.instagram.com/saobanrezes/], 8.5.2025
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«A minha mãe teve que fugir da morte de noite juntamente com outras mulheres e crianças, atravessaram a fronteira de Moçambique para a África do Sul onde nasci. Ela diz que se lembra bem do alívio que sentiram ao verem os faróis dos jipes sul-africanos que esperavam para os acolher e foram levados para campos de refugiados de onde só saía quem tinha lá algum português ou sul-africano que se responsabilizasse por eles. De ajuda do nosso governo ninguém ouviu falar. Muito triste. Abandonados. E quando regressaram a Portugal foram muito maltratados. A palavra retornado era usada como insulto.»
por Clean.So.Fresh - [https://www.instagram.com/clean.so.fresh/], 8.5.2025
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«A descolonização foi muito mal feita. Lembro-me perfeitamente de ver famílias inteiras à beira Tejo, no meio de caixotes, à procura das poucas coisas que tinham conseguido trazer. Ninguém os ajudou e ninguém fala deles e do que passaram para começar de novo. Muito mau como tudo foi feito.»
por Elisa Magalhães - [https://www.instagram.com/elisamagalhaes8/], 8.5.2025
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«A designação "retornado" tinha um cariz pejorativo. A sociedade no seu geral acolheu mal quem regressava à sua terra. Tinha três anos de idade e fui alvo de situações lastimosas... de tal forma que a minha mãe me ensinou a responder que retornado é aquele que foi e voltou e que eu nunca fui... só vim para Portugal! Concordo, que se ajude os ucranianos que fugiram da guerra, só lamento que ninguém se tenha preocupado com as crianças portuguesas que chegavam à dita metrópole vindas de um cenário de guerra. Felizmente, tudo passa e os fortes resistem e com orgulho vejo tantos filhos de retornados, também nós assim chamados, terem vingado na vida desempenhado papeis importantes na sociedade portuguesa.»
por Ana Domingues - [https://www.instagram.com/ana_dominguess_/], 8.5.2025
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«Os comunas controlavam as pessoas que podiam entrar nos aviões, com as rajadas a assobiarem no acesso ao aeroporto, milhares a fugirem em pânico sem nada, com os filhos... para ouvir o Mário Soares dizer "atirem-nos ao mar". Chegados fomos hostilizados, pelos outros miúdos, professores e por vezes até pela família...»
por Francisco Brites - [https://www.instagram.com/franciscobritess/], 8.5.2025
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«Eu nasci tal como os meus pais em Moçambique e quando chegámos à metrópole (como se chamava na época) fomos chamados e descriminados como “retornados” sem nunca termos retornado...»
por João Gomes Costa - [https://www.instagram.com/joao_g_costa/], 8.5.2025
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«Eu "estou" nessas fotos, miúdo, 75. O país "mandou" os meus pais para Angola (conheceram-se lá). Eram precisos colonos. 4 anos de tropa o meu pai fez, obrigatório. Trabalharam os 2 muito, como é apanágio nosso, tal como em França, Alemanha, Suíça, etc... para no fim nos abandonarem. Sim, a colonização tinha de acabar, mas não era assim.»
por Francisco Brites - [https://www.instagram.com/franciscobritess/], 8.5.2025
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«... corretíssimo. Solução, apontada na altura, para os retornados por Mário Soares, citado por VÁRIOS jornais "Atirem-nos aos tubarões!"»
por Luís Lucas Trindade - [https://www.instagram.com/ludwigthelion/], 8.5.2025
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«Só quem vivenciou é que sabe a dor que passámos. Esta malta nova acha que sabe, não sabe é nada. São uns mínimos... nem devem tampouco abrir a boca porque falam do que não sabem.»
por Helena Moutinho - [https://www.instagram.com/helenacmoutinho/], 8.5.2025
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«... não sabe do que fala... vim de Angola em 1975 e todos sofremos na pele a vergonhosa descolonização feita pelos socialistas... por favor, quem não sabe não fale.»
por Ana Galiano - [https://www.instagram.com/ana.galiano.37/], 8.5.2025
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«Creio que é preciso um pouco mais de sensibilidade no uso da palavra "retornado", uma vez que era uma expressão depreciativa e marginalizadora para todos os portugueses que passaram por este processo. O respeito nunca é demais.»
por Bernardo Figueiredo - [https://www.instagram.com/bernardo.fi/], 8.5.2025
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«Um assunto pouco falado. Só se lembram dos cravos e de cantar a vila morena mas o lado negro do 25 de Abril sempre foi ocultado nas escolas.»
por Diogo Marques - [https://www.instagram.com/diogorrm/], 8.5.2025
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«A descolonização foi uma vergonha, feita às três pancadas. As pessoas tiveram de deixar quase tudo para trás, retornados, portugueses nascidos nas colónias, tiveram de fugir da violência e insegurança que se seguiram. Os soldados das colónias que lutaram por Portugal, tratados como dispensáveis e deixados para trás entregues a um destino incerto. Foi uma fase vergonhosa da nossa história que infelizmente tentam esconder, fazendo querer que o 25 de Abril foi tudo um mar de rosas.»
por Guilherme Ferreira - [https://www.instagram.com/gpleno/], 8.5.2025
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«Tout comme les français des colonies...! Les «pieds noirs», les enfants et petits enfants des martiniquais, de la Réunion...! Tout ces hommes, femmes et enfants des colonies de nos pays, qui ne voyaient en eux que des «fers de lance» des colonies, mais très mal considérés sur le territoires National...! Que de gâchis...!»
por Olivier Melchy - [https://www.instagram.com/jexx_uliaris/], 8.5.2025
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«Quando chegamos a Lisboa, eram malas por todos os lados e os nossos olhares perdidos e confusos. Não esqueço... Houve quem nos acolhesse com o coração, mas foram poucos... Na verdade, grande parte fomos indesejados, hoje aceitam criminosos de todo o lado e ainda os sustentam.»
por Helena Moutinho - [https://www.instagram.com/helenacmoutinho/], 8.5.2025
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Foto de Lopes Morgado
in Portugal Antigamente [https://www.instagram.com/p/DJY-AjPsH26/]
[https://www.instagram.com/portugal.antigamente/], 8 de Maio de 2025
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[c.2025.05.09 - #porMdQ]
Os últimos 50 anos da minha vida!
1975 - 2025 | 50 anos passados sobre a "Ponte Aérea África - Portugal"
Eduardo José Monteiro de Queirós - Monteiro deQueiroz - MdQ - dQz
